Carta de Suicídio I
Eu sou o escárnio de qualquer desvairado
Deplorável peso morto na vida descrente
Sombra fria de uma juventude descontente
Cujo ímpeto da vida já foi findado
Amaldiçoado pela insônia intermitente
O gole sôfrego da loucura ainda não tomado
Pois nem para ser demente tenho servido
Um completo insano teria sido mais bem amado
Sigo só, por caminhos tortuosos muito distintos
Onde o fim decerto não será um bom presságio
Sigo só, tentando não dar forma ao ridículo
Que minha existência tem tomado
Deplorável peso morto na vida descrente
Sombra fria de uma juventude descontente
Cujo ímpeto da vida já foi findado
Amaldiçoado pela insônia intermitente
O gole sôfrego da loucura ainda não tomado
Pois nem para ser demente tenho servido
Um completo insano teria sido mais bem amado
Sigo só, por caminhos tortuosos muito distintos
Onde o fim decerto não será um bom presságio
Sigo só, tentando não dar forma ao ridículo
Que minha existência tem tomado
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