Eu sou a arrebatadora voz da tentação

O furacão em meio a tempestade

Do elo rompido, sou a saudade

O desespero em meio a comoção 


Sou o desejo bruto e não lapidado

Lampejo voraz e voluptuoso

Sagaz chama de ímpeto duvidoso

O amor tênue, de cunho sagrado


Sou caos que envolve as manhãs

Chama ardente de paixão e fúria

E nessas terras não existe penúria

Ou fogo velado que aguarda o amanhã

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