Dos teus lábios escorre um mel rançoso
Os lírios teus que encontro pelo caminho
Mortos estão pelo Destino angustioso,
o mesmo que te condenou a ser sozinho
Por ti, as poucas esperanças sôfregas,
o desejo voraz de te possuir por inteiro,
jazem na amargura do seu solo infértil
Já que carrega consigo um agoureiro.
Envolto em véu, pela lástima marcado
Um amor, natimorto e desnutrido
Entoo meu pranto, há tempos retido
Por um futuro, que jovem foi findado
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